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Archive for Outubro 2008

Entrevista a Valter Hugo Mãe

Posted by: Helena Costa on: 28 Outubro 2008

Valter Hugo Mãe é um escritor, editor, artista plástico e DJ português. Nasceu em Saurimo, Angola, 25 de Setembro de 1971. Em 2007 atingiu o reconhecimento público com a atribuição do Prémio Literário José Saramago, durante a entrega do qual o próprio José Saramago considerou o romance “o remorso de baltazar serapião” um verdadeiro “tsunami [...]

A música

Posted by: Helena Costa on: 18 Outubro 2008

Arrasta me por vezes como um mar, a música!
Rumo à minha estrela,
Sob o éter mais vasto ou um tecto de bruma,
Eu levanto a vela;
Com o peito prá frente e os pulmões inchados
Como rija tela,
Escalo a crista das ondas logo amontoadas
Que a noite me vela;
Sinto vibrar em mim as inúmeras paixões
De uma nau sofrendo;
O vento, a [...]

“Poema à mãe” Eugénio de Andrade

Posted by: Helena Costa on: 12 Outubro 2008

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe!

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos!

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais!

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são [...]

Falsa liberdade

Posted by: Helena Costa on: 11 Outubro 2008

Sim, era livre.
Tão livre.
Mas de que isso me servia,
Se no meio de todos estava no meio de ninguém?
Se tudo em volta,
Era um simples nada?

Apenas minha alma me acompanhava,
Presa,
Acorrentada a mim,
Em mim.
Mas, ai!
Quem me dera
Algum dia conhecer a prisão dela,
Que além das suas masmorras
Conseguia ver mais sorrisos,
Do que a minha liberdade,
Que só suposta era.

Dia Mundial do Vegetarianismo

Posted by: Helena Costa on: 4 Outubro 2008

No passado dia 1 de Outubro foi o Dia Mundial do Vegetarianismo

O Sonho – Sebastião da Gama

Posted by: Helena Costa on: 1 Outubro 2008

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

- Partimos. Vamos. Somos.