Posted by: Helena Costa on: 9 Dezembro 2008
Era uma vez um povo de marinheiros e de guerreiros, o povo português. Levados pela procura de riqueza e de novas terras, aventuraram-se no Oceano desconhecido, em direcção ao horizonte.
Em contrapartida, a descoberta espacial. A busca pelo conhecimento, pela descoberta. A procura incansável e inatingível pelo saber absoluto.
Qual delas a mais gloriosa? Qual delas a derradeira aventura do homem?
Em nada se comparam as épocas das duas viagens. Por um lado século XV. Tempo em que o Oceano era o desconhecido, o obscuro. Tempo de crenças inimagináveis, hoje em dia. Tempo em que viajar no mar era nada mais do que provocar a morte.
Por outro, século XX – Todas as crenças mitológicas ultrapassadas, avanço tecnológico, mais condições. E, mais uma vez, alguém sonhou ir mais longe, quebrar os padrões do impossível. E eis que chegámos ao Espaço.
Apesar de tudo, na minha opinião, os Descobrimentos Marítimos são a maior aventura da humanidade. Não é possível comparar uma caravela com uma nave espacial, esperar encontrar monstros, gigantes e afins e esperar que tudo corra bem para regressar a casa rapidamente.
Mas, é certo, nada iguala a coragem, a determinação daqueles homens, tanto marinheiros como astronautas. E os feitos do passado são um exemplo para nós, actualmente. Não há limite para sonhar, não há limite para conseguir.
“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.”